corpo

Corpo?
Fala comigo?
((((Alma, coração, ossos, carne, pele, corpo))))
Olha pra mim?

)))Estou te vendo, te vejo, estou me vendo, me vejo(((
– Corpo, acorda do sono que é provável devido aos encerramentos de ciclos, às perdas, aos cortes, aos dramas!!!           {[Corpo carrega tanto,que às vezes demora-se um pouco mais na cama, no ninho, no buraco],

ahhh buraquinho, tão morno…

tem buracão também, um pouco mais do que (((morno))).

Escuro. Solitário. ! Mas é aí no escuro que aproveitar-me-ei para tirar a roupa, a casca, a pele – até que podia dar um tempo também na carne não é?! [Assim, a gente não sente a dor.] É, no escuro também é bom. A semente se transforma no escuro de dentro do solo, da terra. Entranhada dentro de si mesma, aprende a crescer rompendo a própria casca, trabalho duro, com choro, com riso, com chuva, com sol, ventos fortes, brisa gostosa de verão quente e úmido. Semente rompe é quando não se cabe mais no escuro.
E como faz a entrega? Bem, a entrega é uma parte nem sempre simples. “Se for no escuro, eu fico mais a vontade…” Fecho os olhos e vejo a mim mesma. Fecho os olhos e vejo você. Fecha os olhos e sente. Sensações. Abro os olhos e me vejo. Aos poucos vai fluindo. O tempo é um fator que nunca saberei aferir. Sempre perderemos as contas quando não nos entregarmos de verdade.
Ahhh, mas hoje deu uma vontade de sair ao sol! Tirar as roupas e deixar o vento, a seca, o sol, a natureza tocarem minha alma, coração, ossos, carne, pele, corpo. Sentir o Cerrado na pele, sentir seus cheiros, gravar na pele o estalo do capim seco, a dureza da terra queimada de seca, de fogo, ver a chuva chegar, me transformar em nuvem, me fundir com a natureza, me fundir com meu corpo, tocá-lo. E também de sair quando o céu está nublado, ansiosa para pegar nas mãos da chuva, sentir a umidade da terra com meus pés, aceitar os raios de Iansã, agradecer pela ventania que varre tudo que não é bom. Amo a chuva do Cerrado.

(Hoje quero sair e ficar sem pele, mostrar-me, revelar-me, render-me, não ter receio do meu corpo, não ter ansiedade por outro corpo, esse é meu corpo! Eu sou simplesmente esse corpo, é ele que agora fala com cada um ao meu redor.)

A fusão acontece aí. Render-se! Render-se a si mesmo. Somos feitos de tudo que está ao redor. Render-se à natureza que é nosso interior. Feche os olhos e olhe para si. Como numa foto, e é o que celebramos hoje, verás sua imagem linda como sempre foi, como é e como sempre será.

 

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