Reencontro

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Desapega-se a casca. Antes, semente. Agora e quem saberá por quanto ainda será, ponto germinado. Enquanto isso, dias seguem quentes, com seus bafos ora frescos, ora abafados. Não há mistério no Paraíso.

Encerra-se um ciclo para provar da abundância que o próximo trará. E assim a vida segue, às claras ou não. Tudo e nada são questões de um tempo relativo, de uma roda muito louca que gira do jeito que gira contra a vontade dos homens de bem e de mulheres aventureiras ao seu tempo. Encerro-me todos os dias.

Na labuta dos dias nada moles, deparo-me com a força do pensamento. Nas reservas das horas escondidas, conto segredos a mim mesma que perpetuarão até eu envelhecer. O resto dos meus dias, que ainda serão incontáveis, depende da minha audácia em me manifestar. E haverá sempre um bom motivo para isso.

No surto do calor, na confusão das âncoras e na ousadia da seca em persistir nos corações, relego-me à luz do sertão cerrado entre cercas e telhados. Meu coração é eterno.

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