Ensaio (ou pequena homenagem ao parto)

 

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Foto: Mel Melissa Maurer  @melmelissamaurer

Aos que agora vislumbram esse momento, minhas abertas homenagens ao dia único que não aconteceu. O dia que nunca sairá de vossas memórias.

Celebro aqui dentro, numa espécie de funeral ao ar livre, o dia em que o amor congelou todos os ódios e o coração dos homens pôde ter paz.

Célebre de tão colorido, o dia naquele instante de éter
se imortalizou no seio da Mãe Terra, na pele de todas as sementes do mundo.

Em dias de fechamentos avermelhados
Meu cerrado de origem descerra meus incontáveis sentimentos.

Voaram pássaros e borboletas naquele instante quase mágico.
Tristeza até que ficou bonita

Minhas saudades daquela hora, em que os poetas acordaram de seus invernos.
Ode às águas que ficaram sujas.

Aos universos, menos esotéricos
Às praças, às calçadas desertas.

Ode aos dias a mais em minhas visões
Em que vou ficando menos parecida com os Homens.

À minha terra que um dia haverá de me abrigar,
Meus singelos agradecimentos.

Ao dia em que me libertei,
que esqueci de você e voltei a respirar.

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