Pousa. Molha. Repousa.

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Incontáveis confusões rondam a beira da porta do verão. Nem bem a chuva se firmou e já escuto passos da intenção, do que é insaciável aos olhos da urgência. Depois da seca, vem a chuva e ela chega com significantes recados. Pousa. Molha. Repousa.

Não há nada que me mantenha a salvo dos seus sinais. Memoriada de horas, daquelas quatro da tarde, memoriada de estrelas e risos, gargalhadas, fonte inesgotável de prazer. Memoriada de esquecimentos e limitações. Estou sempre parindo uma luz dentro da água e a chama não se apaga. Sigo afogada de vontades com aquela vela na mão. Lá na frente, me verás com a mesma vela.

Eu quero sem fim. Eu quero esgotar todas as chances do meu corpo. Quero a nudez permitida na estrada. Quero soprar a transição e já é outro dia depois daquele. Já é respiração depois do sufoco. Pois a vida é um sufoco. E esbaforidos vivemos felizes, uma reinvenção de Penélopes e Ulisses.

Eu acordo e eu durmo. Eu escuto o vento dos meus pés e dia-a-dia, após-após, me desmonto, encerro e recomeço fiel ao sentimento.

 

 

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