Pelos olhos da chuva

Quero congelar
Essa chuva
Na minha pele

Para quando
A seca voltar
Eu resistir e gozar
Mesmo quando
O único gosto
for o de terra vermelha:

terra seca
poeira na alma
que desatino é esse?

Quanto mais a escuridão
Se enfia aqui dentro
Mais os pássaros solares cantam lá fora

Seus cantos percorrem os túmulos
Incrustados nos cômodos
Aqui dessa casa

Quanto mais eu desejo a paixão
Mais água escorre
do Nilo, do Tocantins, do Araguaia

Quanto mais eu durmo, mais eu sonho
E quanto mais eu sonho mais amo.
Mais a chuva molha
Mais a alma olha
Mais

Série de fotografias Cerrado Sagrado @melmelissamaurer

Mel Melissa Maurer no Facebook

 

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