Enquanto isso… desafios da chuva

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Desafio os homens de natureza duvidosa a abrirem-se para receber a chuva. Desafio corações a deixarem-se tocar pelas mãos brancas da esperança. Tudo agora é um convite para aberturas de graus leves e sopros espontâneos. Não há nada mais urgente do que desacelerar o passo, nada mais para hoje, nada mais para amanhã. O ontem é apenas um rastro encantado e cheio de gratidão.

Desafio-me a desafiar-me. Na seca eu dormi, nas chuvas acordo. Entre uma estação e outra, renovo tudo que puder em mim. Há de se aceitar que essa é a vida. Juntos aos bichos e ao mato me criei, renovo minhas promessas, estou em profundo acordo com minha natureza selvagem. Corro livre e para sempre serei liberta de qualquer desumanidade que limite minha poesia. Corro livre por não mais conseguir ser de outra forma. A chuva agora chega e tudo é tão perto, tão fecundo, tão cheio de prosperidades astrais.

No rastro furta-cor da chuva com seus intentos de arco-íris recolho meu corpo, sento-me na varanda e na cadeira de balanço de minhas ancestrais, escreverei para a chuva e todas as suas possibilidades.

Para no verão, logo mais, dar meus frutos e ver minha gramíneas crescidas, meus campos vedes, dançar e celebrar cada vez mais os ciclos de minha auto-natureza.

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