Enquanto isso, a chuva.

Chuvas de verão foram desconhecidas a mim por um tempo. Pensamentos anuviados em outras direções, em outros sentidos. A chuva a qual toquei as mãos, nos dias da Mantiqueira, agora revelou-se com outras. Chuva que encharca, água de empoça. Chuva que molha com vontade a terra. Sinto a água já armazenada, conectada, envolvida pela terra, pelas plantas ao redor. Tudo explode numa vida inexplicável. Não há sensação no mundo para explicar a chuva.Também não há medida para a saudade nem receita para a coragem. Somos uma geração que chegou sem instruções por isso não há limites para a vontade de voar, de aflorar.

Em tempo de chuva tem sentimentos cabíveis entre as frestas que surgem depois da tarde de chuviscos no telhado. Com a chuva vem a esperança da semente, daquele broto cheio de intensões. A celebração à chuva me parece ser algo indispensável em tempos secos e duros: ver a chuva, sentir a chuva, se enturmar com a chuva, vigiar seus movimentos, tentar contar os pingos e olhar de olhos abertos para os relâmpagos.

Suspeito de alguns males que a chuva facilmente tenha facilidade de lavar.Celebro o retorno da alma ao jardim de sua morada. O vislumbre de tão linda e clara morada ilumina tudo ao redor. Orienta no passo. Estrelas guias piscam enquanto ventos do sul sopram. É o verão como nunca antes sentido antes.

Verão de 2014/2015

Rafal Olbinski
Rafal Olbinski
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