Last Flowers

el silencio - en el fondo, tudo esta en calma
el silencio - en el fondo, tudo esta en calma

Seu ritmo era diferente daquele de um ano atrás. Lá, nas areias oceânicas, sentávamos à sombra das árvores, ouvíamos o som da flauta doce e visualizávamos o horizonte multicolorido. Homem Lento tocava violino e no auge dos seus 40 anos parecia ter serenado.  Mas ele, o outro, parece agora mais rápido que meu piscar de olhos.

Vejo os primeiros rastros do fogo e ainda tento entender seu tempo tão acelerado. Meu coração aperta diante da seca e não demora muito para que a idéia de que estamos mais perto do sol me cause ansiedades. Fatidicamente me pedem para analisar meu nariz. Não tenho mais dificuldade em respirar mas mesmo assim, insistem em não me entederem. Homem Rápido e seus trovões cheios de estrelas e visões ilude-se: ele também não me conhece.

Houve uma época em que acostumamos nosso entendimento em relação ao nascer dos planetas. Lentamente ficamos ignorantes diante do tempo das flores mas os mesmos planetas ganham seus espaços no céu. Lá estão, no céu, os restos do inverno, das flores, dos homens.

Busco agora entender porque enterrei tantas flores. Resta-me agora, mais uma vez, aproveitar mais um recomeço, mais uma primavera, para finalmente entender o motivo dos planetas, das flores, dos homens rápidos e lentos.

Qual o sentido em suplicar pelo entendimento?

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