Quase primavera

As proteções vão caindo e sementes brotando.
O calor quase insuportável vai transformando alguma coisa em mim. Estamos por aqui atravessando a época mais quente quando o ar se torna muito seco e a ausência coisa comum entre os moradores dessa capital tão jovem. Fecho os olhos enquanto o ônibus vai avançando pela cidade sem calçadas. Logo se vê nos olhares que muita coisa está secando através do desânimo humano.
Fecho os olhos para sentir as brisas que trago nos pés. Brisas do mar, do planalto central, da beira de rio – coisas minhas que tento traduzir (em cores) naquilo que tenho de fazer e pensar.
Um sonho trouxe uma sensação daquilo que não sei, mas que espero. Um episódio lembrou de outros cortes que já se fecharam mas que perpetuaram em emoções de situações já vividas.
É sabido que dores imprevisíveis trazem visões, respostas, mas que são dotadas de certa racionalidade efêmera. Vai entender o ritmo das coisas que não estamos prevendo.
Dia quente, a brisa noturna ainda não chegou aqui na serra mas a lua está vindo em minha direção para confirmar aquilo que pedi.
Ainda serão alguns dias de seca até que se encontre o frescor dos amores tranqüilos.
A essa altura, as horas perdem seu sentido e o ritmo é aquele que se espera.

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