Batucada

“ menino do tênis, cuidado

Que as grades podem não gostar

Não fale da barbaridade

E ponha-se no seu lugar

 

Me diz quem ditou essa moda

E quem vai julgar o juiz

E quem vai viver de mentira

O sonho de outro país.

(Rodrigo Maranhão)

 

Abrem-se as portas da percepção.
A batucada esquenta toda a gente do lugar.
Chamei meu orixá adormecido para ver a menina cantando no quintal da fantasia. Reinava o astral. Meus pés tocavam o chão junto com os tambores da congada.
Minhas portas se abriram.
Estou seguindo as vibrações da energia da música. Estou no coração da rainha da floresta levando o vento das nuvens nos meus ouvidos.
Vou seguindo agora, o cheiro dos bichos e das flautas dos guerreiros nascidos em outra vida, nos bambuzais de um Japão que nunca mais existiu novamente.
Aonde estou é o aqui e agora.
Abrem-se as portas de Huxley, de Clara Nunes e de Osho. Amo todos eles. A batucada silencia em mim o medo de conversar com meus ancestrais.
Minha terra perdeu sua cor. Nessa hora, entristeço com uma facilidade de donzela. Na verdade, meu desejo era ser Milan Kundera. Depois de um tempo, queria mesmo é ser possuída por alguma força Buendía. Mas vieram atores, bruxos, geólogos e músicos de outra esfera.
Abra-se e relaxe os nervos, querida! A viagem só está começando. E desta vez você vai até o fim.
Acordo da Floresta! Os índios nem cantam mais e não mais se vê a poeira subindo do chão.
Refletida estou eu, nesse espelho chamado de mundo, essa casa cheia de varandas.
 
 

 

 

 

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