Sombra fresca e amores antigos

            Foi depois do almoço, inventando modelo novo de cesta, que os dois se encontraram naquele dia. Ele de cabelo amarrado enquanto que o dela, disfarçado.
            Foi depois de séculos sem se falarem, que o tal encontro aconteceu. Ela teve de mudar os planos e dele, faltavam espaços e sobravam buracos metodológicos.
            Ela tentava entender através de toda sapiência dele o que era buraco metodológico. Os dois viviam assim, mais um dia nas maravilhas do país das alices e alícios. E por baixo dos panos daquela sombra, tentavam aumentar a fé de que um dia as calcinhas terão mais privacidade e o cangaço será proclamado a tatuagem obrigatória em todas as peles.
            Ela, ainda acredita no amor. Ele só quer mesmo conseguir com heroísmo falar a tal língua materna. Mas ambos concordam que falar 6 línguas é uma coisa mais fabulosa. Também concordam dentre tantas coisas, que eles são seres luminosos porque gostam da sombra das mangueiras ao invés de publicidades de sorvete. Apesar de que quando eram pequenas crianças conseguiam gostar das duas coisas ao mesmo tempo.
            Ela quer prever se um dia vai conseguir se casar e ele acha bonito sair pela janela. Mas ambos querem ser livres para dizer o que pensam e no meio disso tudo, realmente o casamento é um mistério. Eles acreditam no amor, mas antes, têm fé no poder da palavra.
            Ela quer tempo para escrever e silenciar. Ele fala sem parar na tal pornografia. Ambos, um dia ainda escreverão uma tese a respeito de quanto papel se gasta para fazer as monografias e os dois seriam capazes de fazer campanha nas ruas se um dia quisessem cortar aquela mangueira para construírem parede de pendurar cartaz de sorvete. Campanha teatral com direito a esquete porque basta de papéis desperdiçados.
            Conversa para lá, conversa para cá  e os amores antigos já não causam grandes impactos. A tatuagem que ela fez nos tempos de entregas desenfreadas ficou calada enquanto que ele tem um desejo reprimido de tatuar o nome de todas as pessoas que por ele passaram.
            Mas que não seja esquecido que o nome do cangaço será coisa obrigatória.
            Por fim, não desvendaram o mistério das pessoas que preferem cartazes de sorvete ao invés da sombra das mangueiras.
            Ela segue por um lado e ele por outro. Ela deseja boa sorte e ele boa prova.
 
 
        
 
 
 
 
 
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