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	<title>O Encantado de Agnes</title>
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		<title>O Encantado de Agnes</title>
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		<title>Segunda chance</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 18:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[quando a nostalgia domina minha alma é a hora sagrada que me transforma passagens secretas abrem-se então para a palavra acometida da invernada.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=373&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando a nostalgia<br />
domina minha alma<br />
é a hora sagrada<br />
que me transforma</p>
<p>passagens secretas<br />
abrem-se então<br />
para a palavra acometida<br />
da invernada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/373/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=373&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amores&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 22:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Venho falando das estações desde o início. Ultimamente, nos dias que memorizaram as derradeiras chuvas no Planalto Central, mais ainda dos outonos. Ventos, cheiros, folhas que caem, cores se preparando para mudar, amores. Sobre amores falarei abertamente, ando destemida mesmo, me sentindo Maria Bonita para assumir que amores se perdem ao vento quando se distrái [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=345&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho falando das estações desde o início. Ultimamente, nos dias que memorizaram as derradeiras chuvas no Planalto Central, mais ainda dos outonos. Ventos, cheiros, folhas que caem, cores se preparando para mudar, amores.</p>
<p>Sobre amores falarei abertamente, ando destemida mesmo, me sentindo Maria Bonita para assumir que amores se perdem ao vento quando se distrái com as reminiscências das águas.</p>
<p>Antes que cometa mais um pecado, amores não acabam, mudam de forma.</p>
<p>Muda a forma de falar ao ouvido, de olhar o novo dia que rompeu o silêncio da cama vazia, da cama cheia de sonhos. Amores mudam como mudam as estações. Quer coisa mais linda que a primavera estourando suas flores? O urso que dorme ficou esquecido na caverna, já nem se vê mais a neve no topo da montanha.</p>
<p>Sobre os meus amores de outono: eles doem mas eles são deliciosos. Quero comer um pedaço deles toda manhã. Quero rir de seus braços magros e compridos, seus pés tortos, seus cabelos brancos, suas barbas brancas, seus dedos marcados das cordas de violão que arrebentaram, das suas viagens. Eles me fazem abrir janelas, me fazem inventar receitas malucas de café, no fim do dia mudam de idéia, me mandam calar a boca, ter certeza das coisas. Logo eu! Ar! Fita ao vento. Por causa deles é que às vezes congelo minha mão no meio da estrada, todas as árvores esperando pelo adeus, pelo olhar de que espero você o tempo que for preciso.</p>
<p>Meu amores, os últimos, doeram. Mas quero sentir o cheirinho deles debaixo das minhas saias, entre minhas pernas, no meio daquele livro que líamos juntos, no solo de guitarra distorcida de trás pra frente. Como me doeu aquela frase no começo da tarde! Como apertou o estômago você tão perto e tão longe, as horas que se arrastavam ao som do Clube da Esquina. Como partiu o coração ver ir embora sem dar chance ao sentimento no meio da garganta, pronto pra sair pela boca, sair do baú encabulado.</p>
<p>Dói mais manter-se aberta do que fechar-se no casulo quentinho cheio de cores lindas, lã para manta, músicas, sabores, chás e poesias. Dói mais porque é outono, época de perder mesmo, de preparar-se para cicatrizar e logo mais, um novo broto de amor aparecer.</p>
<p>Dói, mas vou digo que hoje amanheci Maria Bonita demais. Digo que sou aquela com fé, coragem e beleza. Digo aos marinheiros, aos pescadores, aos navegantes que sou da estirpe dos que são amor da cabeça aos pés. Viva Novos Baianos, viva Otto, viva Kings of Convenience!  Digo que não vou me fechar, continuarei louca pra amar e doer, amar e amar. O medo não vencerá o amor jamais.</p>
<p>Viva os amores de outono que ensinam a perder e a ganhar. Perder a forma de um amor, ganhar um outro logo ali na curva da estrada. Olha eu no barranco do mundo esperando você, meu amor. Olha eu ganhando o mundo, eternizando o brilho eterno da minha mente que já não se lembra mais do rosto.</p>
<p>Hoje ganhei uma nova forma, um novo amor.  Tão bom ver o brilho dos seus olhos completando os meus. Tão bom sentir suas mãos na minha mão.</p>
<p>Quero amor novo, quero amor velho, quero amor, qualquer que seja a forma.</p>
<p>Em homenagem a Carpinejar, quero crer que o amor não se esquece de começar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/345/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=345&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Desejos para o inverno</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 14:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A imperfeição me causa leves ansiedades às vezes. Meados de Outono e eu já prevejo (e desejo) as curas do inverno. Aceno aqui as mãos, observando o bicho se dirigindo à caverna. Mas como é Outono, antes, uma parada na floresta para comer e desfrutar. Assim são os amores outonais. Amores outonais: ensinam o desapego [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=341&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imperfeição me causa leves ansiedades às vezes. Meados de Outono e eu já prevejo (e desejo) as curas do inverno. Aceno aqui as mãos, observando o bicho se dirigindo à caverna. Mas como é Outono, antes, uma parada na floresta para comer e desfrutar. Assim são os amores outonais.</p>
<p>Amores outonais: ensinam o desapego ao que não serve mais. Desfrutá-los nessa época do ano, quando o cheiro do vento muda, os promove à eternidade. Brilho da Lembrança!</p>
<p>Fiz uma lista de desejos para o inverno. Singela, achei. Ao meu alcance.</p>
<p>1. Cultivar flores</p>
<p>2. TER menos possível</p>
<p>3. SER inteiramente plena</p>
<p>4. Criar, produzir</p>
<p>5. Ouvir muitas músicas</p>
<p>6. Falar pouco</p>
<p>7. Comunicar-me levemente</p>
<p>8. AMAR muito</p>
<p>9. Plantar</p>
<p>10. Cuidar-me, cuidar-te</p>
<p>11. Cooperar, unir, somar!</p>
<p>12. Não me pré &#8211; ocupar</p>
<p>13. Meditar</p>
<p>14. Silenciar.</p>
<p>Hoje celebro tanta coisa. Acordei com uma alegria rara no peito. Perdendo os medos, me encorajando a jogar-me abismo abaixo me causa bons efeitos na alma. Nesse ritmo vou agradecendo por ainda não saber tudo de mim e dos outros. A maravilha furta-cor mora no caminhar, no aprender.</p>
<p>Vivendo os amores outonais, aprendendo tanta coisa com eles. Respirando fundo para receber os novos ventos.</p>
<p>LUZ!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/341/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/341/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=341&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lembrança de uma tardinha</title>
		<link>http://agnesamarantine.wordpress.com/2011/04/12/lembranca-de-uma-tardinha/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 18:50:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque os meus vinte anos parecem-me agora longícuos e a singularidade dos dias atuais remetem ao cheiro fatídico dos amores fadados à uma velhice tranquila. O envelhecer dos meus olhos ainda em branco ritmo faz todas as janelas permanecerem abertas e calmamente descansadas como na  casa da fazenda às três da tarde. Um cheiro inesquecível [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=337&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque os meus vinte anos parecem-me agora longícuos e a singularidade dos dias atuais remetem ao cheiro fatídico dos amores fadados à uma velhice tranquila.</p>
<p>O envelhecer dos meus olhos ainda em branco ritmo faz todas as janelas permanecerem abertas e calmamente descansadas como na  casa da fazenda às três da tarde. Um cheiro inesquecível daqueles móveis antigos, o assoalho de lajota, cerâmica rústica, a alvenaria tão típica daquele sertão, tão típica daquela família de sertão.  Tarde dessas, estive na casa antiga de alvenaria típica de família antiga, de almoços infidáveis que atravessavam a tarde, adentravam a noite e os vaga-lumes surgiam pelo pasto, as incontroláveis orquestras de bichos, inconfudíveis cantorias de grilos, rãs, gias, sapos da água, do brejo cruz credo, tinha gente com medo de morcego outros de lagartixa, alguns loucos correndo das mariposas.</p>
<p>Ai que saudade da casa antiga, do cheiro da telha velha, do alpendre, da vó dormindo na rede logo após o almoço &#8211; &#8220;faz silêncio que 	a vó tá dormindo&#8221;, &#8220;olha que a vó tá 	rezando.&#8221;</p>
<p>Assim eram as tardes onde a casa, a vó e toda gente  sucumbiam com o calor do sertão do cerrado.</p>
<p>Meus vinte anos&#8230; ainda escuto os risos e prantos da infância, ainda sinto o cheiro da minha vó, da minha mãe que também virou grande um dia, que também congelou os anos bons passados no campo, no silêncio do interior do Brasil.</p>
<p>E cá estou eu, perdida me achando, no Planalto Central. Luz de coisa nova, luz de coisa com cheiro de vento de outono, chuva acabando no cerrado. Logo mais inverno, logo mais seca, muda a cor, muda a luz do sol, muda o lugar onde nasce o sol.</p>
<p>O além deve ter muitas tardinhas congeladas, memórias escondidas lá no suspiro da vó que dorme tranquila na minha memória, memória de cerrado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/337/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/337/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=337&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Pouso</title>
		<link>http://agnesamarantine.wordpress.com/2010/10/16/o-pouso/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 17:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O pouso, a casa, o cerrado&#8230; O recobrar da memória despertado pela estrada&#8230; Como numa música interminável, recobro minha memória. Aos quase 30 anos, filha de duas terras diferentes, planejei no fim da seca minha retirada do norte. Finzinho de seca, a primeira enxurrada escorrendo pelas serras, infiltrando o chão, acalmando o desejo quente, alardeando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=317&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pouso, a casa, o cerrado&#8230;</p>
<p>O recobrar da memória despertado pela estrada&#8230;</p>
<p>Como numa música interminável, recobro minha memória. Aos quase 30 anos, filha de duas terras diferentes, planejei no fim da seca minha retirada do norte. Finzinho de seca, a primeira enxurrada escorrendo pelas serras, infiltrando o chão, acalmando o desejo quente, alardeando os corações famintos, as sementes de logo mais.</p>
<p>Encerrando as estações do Norte,  meu olhar esteve atento nos derradeiros dias no vilarejo. O rastro das palavras sussurradas ao ouvido, as horas noturnas onde cantam os pássaros e florescem as flores de odores pertubados: revoadas de fitas de cetim no céu do estio. Dia passado, as ruas ainda mostravam os esforços da chuva para apagar o fogo, lavar o lugar e eu ali, sorrindo e chorando por causa da beleza toda que me inunda num sem descanso da poesia em mim. Como numa música de Yann Tiersen, meu olhar se dissolve pelo céu, com o vento, pela chuva.</p>
<p>Fui deixando o lugarejo da minha calma, olhando para trás e largando minhas infinitas emoções, meus sentimentos guardados no baú de minha feminice &#8211; meus laços de chita, minhas butijas, minhas xícaras, meus chás e meus silêncio. Tudo impregnando minha memória, minha essência. Meu lugarejo amado onde as flores reinam, onde as frutas refrescam, onde eu parei tantas vezes para tomar benção de tantas mulheres mais velhas que eu, de tantos senhores de respeito. Meu lugarejo que me pariu entre terra e estrela, entre água e seca, entre vento e mormaços. Meu lugarejo com meus gatos, minhas linhas, meus poemas e meu fabuloso tear, meu doce tear.</p>
<p>Vou deixando para trás meus amores, meus incansáveis amores, minhas paixões. Dou adeus a eles através de Antropos. Adeus, meu Antropos, insistente amante, insone amor, cansado homem de guerras e orgias interplanetárias. Afago suas mãos enquanto entras no sono profundo que te prometi e agora cumpro com a alma e os olhos inundados de nostalgia. Nostalgia de nós, nostalgia de mim, nostalgia das estrelas que me guiaram junto ao seu corpo cheio de histórias.</p>
<p>Agora vislumbro o pouso, a casa, o cerrado. Sinto o cheiro daquilo que sempre vislumbrei que chegaria. </p>
<p>Barulho de gente, de dança ao longe por entre as mangueiras frondosas e o cantar das cigarras cessa o entardecer no cerrado do Tocantins. Casas entre as deformações do chão, ponta de morro no horizonte. O olhar da primavera me vigia para o grande salto rumo ao infinito meu, beijo a boca da liberdade.</p>
<p>Respiro fundo, fecho os olhos e abro os braços.</p>
<p>Sempre tive asas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/317/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=317&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Beleza</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 20:49:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A beleza, essa que tantas mulheres buscam a vida toda, eu tenho viva dentro de mim. Ela pulsa, se movimenta e fala ao meu ouvido o tempo todo.  E a beleza tem mãos singelas, tranqüilas, com doçura me tocam o centro das costas, certeiras, me empurrando abismo abaixo dos meus pés descalços. A beleza quer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=309&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A beleza, essa que tantas mulheres buscam a vida toda, eu tenho viva dentro de mim. Ela pulsa, se movimenta e fala ao meu ouvido o tempo todo.  E a beleza tem mãos singelas, tranqüilas, com doçura me tocam o centro das costas, certeiras, me empurrando abismo abaixo dos meus pés descalços.</p>
<p>A beleza quer que eu voe. Estou o tempo todo desafiando o momento do salto. Me desafio a pular apesar do medo. Ainda não posso voar, mas tenho asas. Não sei voar mas sei saltar.  </p>
<p>A beleza, essa que tantas mulheres sofrem por ela, me inunda quando sopra seus ventos de outono por debaixo dos meus vestidos, pelas entre-linhas do meu tear. A beleza quer me contar os segredos das tias, das avós, das flores. Quer me contar que os bebês podem nascer sorrindo, que os homens podem confiar uns nos outros e que as águas permanecerão limpas por mais tempo que imaginamos.</p>
<p>Pensamento rápido&#8230;</p>
<p>Deixou um rastro de beleza.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/309/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=309&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Giras, flores longínquas, aberturas planetárias e o guerreiro dorme.</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 11:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Inesperadamente a face voltou a vislumbrar o sorriso do caos.  Sexta-feira de giras e  ao fim do último momento não saberia qual é o destino dos desejos. Coisas com suas mãos pequenas tentam tocar o centro das minhas costas e novamente abismos me puxam para o salto. Lá embaixo a luz, teimosia da escuridão, espera [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=299&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inesperadamente a face voltou a vislumbrar o sorriso do caos.  Sexta-feira de giras e  ao fim do último momento não saberia qual é o destino dos desejos. Coisas com suas mãos pequenas tentam tocar o centro das minhas costas e novamente abismos me puxam para o salto. Lá embaixo a luz, teimosia da escuridão, espera porque quer acalentar aquele que  ousar pular.</p>
<p>Giras e versos populares. Tudo é muito antigo em relação ao que já vivi. Não é possível que não haja dois minutos de descanso entre uma chuva e um dia de sol.  Não há tempo para nos desdobrarmos sobre os mistérios da vida. Não é possível. Mas volto a dizer, tudo é muito antigo.</p>
<p>Enquanto isso, ele cuida de suas flores na varanda apertada do seu apartamento misturado com os barulhos da rua enquanto é madrugada e a parede não suporta mais as marcas da contagem das guerras que perdera ao longo dos seus poucos anos já vividos. Tão novo e tão velho dentro seu apartamento. E aqui no alto do cerrado, as preces não são as mesmas assim como as flores, tão mais selvagens que as flores daí.</p>
<p>Em outro canto da cidade, ela arruma as roupas que ele não mais usará. Fotos, incensos, livros e pequenos objetos. Tudo sem utilidade pois ele não está mais na casa: partiu e agora descansa. Partiu e agora inicia outra viagem. Coisa bonita foi aquela de se preparar para a morte, de entender a morte &#8211; coisa que ninguém faz.</p>
<p>O guerreiro agora dorme. Sonha misturado às estrelas do cosmo que tanto amou enquanto materializado nesse plano. Cá estou agora refletindo sobre o sentido da vida e das pessoas. O guerreiro dorme e é sono sagrado e merecido. E eu, me embrenho nas matas e celebro minha ancestralidade. As giras renovam em mim meus desejos de antes e reascendem a luz de aberturas nunca antes imaginadas. Em algum momento sei que relembrarei as coisas do guerreiro e toda a sua admiração por Osho, Hermes Trismegisto  e Buda. </p>
<p>Relembro o último rastro de Antropos em meio a flores desconheço.</p>
<p>às escuras<br />
tateio o corpo de Antropos<br />
 <br />
minhas espertezas<br />
nas pontas do dedo<br />
remetem-me à texturas<br />
que eu nunca esquecerei<br />
 <br />
na ribanceira do meu sono<br />
sonho longamente<br />
com seus carinhos<br />
 <br />
só é possível<br />
memorizar seus mistérios<br />
que pairam<br />
na atmosfera lubridiosa<br />
do meu quarto de dormir<br />
 <br />
fixado no teto<br />
está o corpo de Antropos<br />
grande<br />
e mais pesado que o meu<br />
 <br />
ele está liberto<br />
de minhas posses<br />
 <br />
descansa a salvo<br />
dos frutos tortos<br />
da paixão<br />
 <br />
permanecem intactos<br />
os símbolos de Antropos<br />
 <br />
por que então<br />
insistem os campos<br />
a darem-me flores?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/299/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=299&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Árvores que caem. Ela sabe voar.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 18:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela sabe voar. Embora diga que não, ela sabe voar. E embora não tenha asas, sabe como fazê-lo. Só não aprendeu a ter coragem para os dias iguais. Tem medo da rotina, por isso conquista várias chances de desvendar os mistérios escondidos nas tardes quentes da capital. Em épocas específicas, é obrigada a gostar dos dias em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=234&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela sabe voar. Embora diga que não, ela sabe voar. E embora não tenha asas, sabe como fazê-lo. Só não aprendeu a ter coragem para os dias iguais. Tem medo da rotina, por isso conquista várias chances de desvendar os mistérios escondidos nas tardes quentes da capital. Em épocas específicas, é obrigada a gostar dos dias em que tudo parece vazio. Pelas pontes das horas cotidianas vai desenhando enfim, os traços desafiadores do entendimento daquilo que não gosta.</p>
<p>Enquanto isso, ele, ao contrário, não sabe voar. Nas suas horas vagas, critica a volubilidade feminina. Ele não sabe, mas deu a senha para que ela voe e evolua. Acredita que assim, a grande mola movimenta o mundo. Uns sabendo voar, outros aceitando a rasura do chão.</p>
<p>Quando alguma coisa a leva para outra direção, ela se firma naquilo que faz parte profundamente de si mesma.</p>
<p>Há dois dias uma árvore caiu. Foi durante a chuva forte, de ventania, que ameaçou os telhados do lugarejo. E era uma árvore grande, uma das minhas preferidas. Ficou lá, atravessada no meio da escada. Metade do milharal veio abaixo. Que vontade de chorar que me deu! Senti o que as pessoas do campo sentem quando suas plantações são dizimadas pelos humores baixos do clima. Fico olhando a árvore caída e só consigo pensar nos pássaros que habitavam seus galhos &#8211; preparações para a comilança todas as manhãs. Fico olhando os pés de milho e suas jovens espigas caídos no chão e só consigo pensar que dá certo respirar devagar e tomar um pouco de vinho no fim do dia.</p>
<p>Há de se ter calma. A calma dos ipês que não se cansam. Olho a serra verdinha e penso no que seríamos sem a chuva e suas mãos pequenas. Tenho um &#8221;cumpadi&#8221; no Pernambuco e ele conta que lá é preciso rezar pela chuva. Talvez nem rezando. Há de se ter calma. Acalmar os desejos, os receios, os trejeitos do corpo que sente falta de um não sei o quê. Há de se ter calma nas horas, pausa nas almas nem um pouco penadas. Estou cansada das pesadas.</p>
<p>Depois das dezenas de lagartas na varanda é a hora de arejar tudo na casa.</p>
<p>Meu avô fez 80 e Antropos já passa dos 30 &#8211; continua encantado. Seu Pedrinho debandou lá para depois do além e penso em tecer no feriado. A parte encoberta de mim pega um leve sol enquanto ninguém vê. Asas penduradas no varal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/agnesamarantine.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/agnesamarantine.wordpress.com/234/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=234&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Pense rápido</title>
		<link>http://agnesamarantine.wordpress.com/2010/03/01/pense-rapido/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 16:47:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vai precisar de quê para a próxima etapa? Releituras, resignificados, cosmovisões, brilho novo no olhar ou simplesmente silêncio e solitude? Se eu fosse você, abriria um livro de intentos até que o outono ressurja com aquela promessa de esvaziar a xícara. Resumir a ópera nunca foi tarefa fácil, há quem diga. Mas hoje pela manhã, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=288&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://agnesamarantine.files.wordpress.com/2010/03/1008357655_530541d3491.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-293" title="1008357655_530541d349" src="http://agnesamarantine.files.wordpress.com/2010/03/1008357655_530541d3491.jpg?w=450&#038;h=306" alt="" width="450" height="306" /></a></p>
<p>Vai precisar de quê para a próxima etapa?</p>
<p>Releituras, resignificados, cosmovisões, brilho novo no olhar ou simplesmente silêncio e solitude? Se eu fosse você, abriria um livro de intentos até que o outono ressurja com aquela promessa de esvaziar a xícara. Resumir a ópera nunca foi tarefa fácil, há quem diga. Mas hoje pela manhã, Adélia Prado disse que se considera uma mulher desdobrável. Acho que vou plagiar aquele poema pra mim e ser mesmo assim, desdobrável. E lembrando do brinde do moço, há de se ter leveza em todos os momentos nessa vida, principalmente nas horas longas de decisão e retomada.</p>
<p>Pois bem, o outono quer dizer o seguinte na minha maneira de ver as coisas: perder as folhas, esvaziar as xícaras e fazer malas bastante objetivas para se ter liberdade de andar. O verão está chegando ao fim e março já iniciou suas artimanhas. E agora?! Manda ver em tudo! Faça listas, cumpra mesmo os compromissos sem a lembrança do que passou. O que passou, passou. E se não passou vai passar. O outono traz mesmo essa lógica de que é preciso perder, é preciso pensar e pensar muito. E lá no finzinho da estaçao quente e chuvosa, fazer uma viagem parece-me mais do que teraupêtico: parece-me confiável e infalível  &#8211; preparação para a primavera ainda meio longe.</p>
<p>Não se pode perder de vista, no meio disso tudo, as impressões da saída do casulo. As lagartas já foram embora da árvore que fica  perto da varanda e eu me apresso para assimilar as lições deixadas por elas. Um amiga me diz o que acha disso tudo e eu percebo o quanto todas as coisas estão ligadas entre si. Esmaltes vermelhos, cabelos mais curtos (a vida tá tão dinâmica e prazerosa!) e por quê não os beijos não podem ser vermelhos? Esquecer os amores vencidos e se despreocupar a respeito dos novos &#8211; isso talvez seja bater as asas.</p>
<p>Vanessa da Mata e Lenine são bons conselheiros e no jantar  comer vegetais, tomar vinho e ouvir jazz parece-me mais emocionante do que esperar a lua sair de trás das nuvens que refrescam a serra. Pequenas epifanias que enchem as xícaras.</p>
<p>Um ótimo fôlego!</p>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 05:04:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agnesamarantine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá está você. Na trilha do filme, no frio na espinha, nas dezenas de músicas que sempre me farão lembrar de alguma coisa que disse, na respiração que parou, na subversão que só o sexo é capaz de realizar nos seres humanos. Lá está você nas horas menos improváveis do meu dia depois de dias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=agnesamarantine.wordpress.com&amp;blog=4811810&amp;post=278&amp;subd=agnesamarantine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Lá está você.</div>
<div>Na trilha do filme, no frio na espinha, nas dezenas de músicas que sempre me farão lembrar de alguma coisa que disse, na respiração que parou, na subversão que só o sexo é capaz de realizar nos seres humanos.</div>
<div>Lá está você nas horas menos improváveis do meu dia depois de dias de ausência total de lembranças do seu rosto ou de sequer sinal seu. Você não existe e nunca existiu. É apenas uma valvula prazerosa de escape. Lá está vocÊ, no fim do tunel, já fraco, quase inexistindo no meio da minha calmaria. Você desaparece, está sumindo, deixando de surtir efeito colateral nas minhas costas. Nem minhas mãos sequer registram seus nervos a flor da pele, suas intenções congeladas pela distancia, sua falta de sono. Meus passos nunca acompanharam seus ponteiros confusos.</div>
<div>Lá está você voltando para o seu lugar de sempre, donde nunca saiu na verdade a não ser para breves passeios despretenciosos.</div>
<div>Enquanto isso, queria ganhar linhas coloridas nesse feriado. E um fado na varanda de casa. Há muito tempo não os escuto. Lembro-me que há 10 anos atrás comecei a escutar fados com mais frequencia. Tinha vontade de morar no lugar mais tradicional do mundo. Levantava cedo e ia comer bolo de arroz no mercado da velha Vila Boa de Goyaz, conversava com a senhora que guiava as pessoas dentro do museu da Boa Morte. Acabei virando sua amiga, ia de vez em quando tomar café em sua casa no largo do Chafariz, a rua mais sombreada do lugar. Ao som dos fados, caminhava pelas ruas de pedra às duas da manhã e sonhava que um dia viveria numa cidade antiga e com ruas de pedra. Queria ganhar linhas coloridas e ouvir um fado e me esquecer de você, desvendar essa influencia, essa onipresença fugaz. E continuo achando estranho pois você não existe e um dia explicarei o motivo.</div>
<div>Nesse feriado plantarei coisas de vários jeitos. Semearei dignamente na certeza de que o que se planta, se colhe. E no meio das ausências encontrarei a parcela mais rica de mim mesma. Aquela parcela que pouco se vê, que pouco se consegue entender (ainda bem!).</div>
<div>Já faz muito tempo. 10 anos é muito tempo? Não consigo me lembrar do nome daquela senhora. Se me esforçar pode ser diferente. Será que ela ainda vive? Com certeza que sim, ainda posso sentir o cheiro da sua casa, do seus móveis antigos. Uma vez bati a perna num baú antigo e mal preservado que ficava no corredor. Tenho a cicatriz até hoje que conta coisas daquele tempo de Goiás.</div>
<div>Coisa típica de natal, ficar misturando o passado com o presente, de lembrar daquela senhora do museu e constatar que minha memória falha ao não lembrar seu nome. Coisas típicas minhas, misturar o que existe com o que não existe.</div>
<div>Mas lembranças devem existir para também anunciar o paralelo do novo com o velho e eu só consigo mesmo é sentir cheiro de coisa nova no ar do lugar onde moro. Não sinto falta de nada que não me seja útil e só quero mesmo é lembrar das coisas que ela falava enquanto me guiava pelas salas antigas cheias de Veiga Vale.</div>
<div> </div>
<div>Estarei repensando em tudo enquanto planto flores.</div>
<div> </div>
<div>Uma quietude impressionante me invade nesse momento.</div>
<div> </div>
<div>Feliz natal!</div>
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